postTomar sol, passear sob o sol quente e se exercitar em um dia ensolarado, onde as temperaturas estão altas, podem ser atividades bastante gratificantes, porém devemos tomar cuidado ao entrarmos na água para nos refrescar.

O maior cuidado deve ser com a hidrocussão, também chamada síndrome da imersão, popularmente conhecido como choque térmico.

É um acidente mais comum do que parece, quando ocorre a súbita exposição à água com grande diferença de temperatura para a temperatura corporal. Pode ser entrando na piscina, no mar ou até mesmo no chuveiro.

Esse súbito contato com a água mais fria e o corpo mais quente pode provocar em nosso corpo uma arritmia cardíaca ou até mesmo uma parada cardiorrespiratória. Cuidado!

Com a arritmia cardíaca, o coração tem reduzida sua capacidade de bombear sangue, logo há uma queda brusca da pressão arterial e uma perda da consciência. Se a pessoa estiver dentro d’água, o afogamento pode ser inevitável.

Assim, quando estiver com o corpo quente, nunca entre diretamente na água. Por exemplo, com um mergulho, molhe aos poucos a nuca, o rosto, os braços e as pernas até se acostumar com a temperatura da água. Se mesmo assim sentir calafrios muito intensos ou tonturas, não entre na água.

Alguns fatores típicos de cada indivíduo podem favorecer a hidrocussão.

Os fatores que chamamos de permanentes são: asma, urticárias, alergias à água doce ou salgada, epilepsia, doenças hepáticas (do fígado) ou circulatórias. E pessoas que tiveram antecedentes de traumatismos cerebrais.

Os fatores temporários são: exposição prolongada ao sol, esforço físico intenso com transpiração, entradas e saídas da água seguidamente com exposição alternada de sol e corrente de ar, situações que possam provocar medo como, por exemplo: a perda de pé na piscina, virar-se, de repente, de um colchão empurrado inesperadamente, banho de piscina ou mar, no período da digestão.

Algumas dicas são importantes para quem irá entrar na piscina ou mar aberto:
– Sempre vá acompanhado para o caso de ter um mal-estar dentro d’água;
– Não espere se sentir mal para sair da água. Qualquer pequena alteração no corpo ou sensação diferente, saia imediatamente;
– Entre aos poucos na água, procurando fazer com que seu corpo se acostume com a temperatura e vá reconhecendo o local;
– Não entre na água se tiver ingerido bebida alcoólica;
– Nunca tente segurar uma pessoa que está se afogando, pois no desespero ela agarrará você e o risco de ambas se afogarem é grande. Ofereça um objeto que possa flutuar para ela segurar e só assim retire-a da água ou chame ajuda especializada. Você deve ter o treinamento adequado para socorrer uma vítima de afogamento que esteja lúcida.

Qualquer indisposição ou reação anormal que surja durante ou depois do banho de piscina ou mar, já quando estiver fora d’água (mesmo que durante a estadia dentro d’água tenha corrido tudo bem), deve ser considerado como um sinal de alarme, ou seja, não se deve entrar novamente na piscina ou mar sem se ter averiguado por um médico o que está ocorrendo com seu organismo.

Fique atento!