transtornoO Transtorno Desafiador Opositor (TOD), está descrito no CID 10 (Código Internacional de Doenças) e pode ser definido como um padrão persistente de comportamentos negativistas, hostis, desafiadores e desobedientes observados nas interações sociais da criança com os adultos e figuras de autoridade de uma forma em geral, tais como: professores, pais, avós, tios e outros.

O TOD é mais comum em filhos de pais que apresentam transtornos de conduta, humor, personalidade antissocial ou uso abusivo de drogas, e também pode aparecer quando a criança vivencia situações e experiências negativas, como por exemplo, a alienação parental.

Para que o diagnóstico seja realizado de forma correta, é importante lembrar que crianças entre os 2 e 3 anos de idade podem apresentar um comportamento desafiador e opositor, principalmente quando estão cansadas, estressadas ou chateadas. Estes sintomas tendem a diminuir e desaparecer com o passar do tempo, o que não acontece nas crianças que apresentam o transtorno.

Por isso, o diagnóstico de TOD deve ser bastante criterioso, uma vez que há um padrão recorrente de comportamento opositor, desafiador, negativista, desobediente e extremamente hostil, que é caracterizado por perda da paciência com adultos, desafio e recusa em obedecer solicitações ou regras, teimosia exagerada, implicância com as pessoas, podendo responsabilizá-las por seus erros ou mau comportamento, além de incomodar e perturbar as pessoas deliberadamente. Também, as crianças portadoras do TOD, se aborrecem com facilidade e comumente apresentam-se enraivecidos, irritados e ressentidos, mostrando na forma de rancor e com presença de ideias de vingança.

O rendimento escolar pode estar comprometido e reprovações escolares são frequentes, pois raramente participam de atividades em grupo, recusam-se a pedir e aceitar ajuda dos professores e querem sempre solucionar problemas sozinhos.

Para uma hipótese de TOD, os sintomas citados acima devem persistir por pelo menos 6 meses, e causar prejuízo social e acadêmico significativo, além de destoar do comportamento observado em outras crianças da mesma idade e nível de desenvolvimento.

Muitas vezes o TOD ocorre em conjunto com outros transtornos, incluindo transtornos de humor, ansiedade, conduta e déficit de atenção e hiperatividade, aumentando a necessidade do diagnóstico.

A intervenção e tratamento precoce do TOD são fundamentais para melhorar o comportamento e a qualidade de vida da criança com este transtorno, além de prevenir que evolua para um Transtorno de Conduta na adolescência.

Para o diagnóstico de TOD, pelo menos quatro das características agora listas, deverão estar presentes:

– Frequentemente perde a paciência;
– Frequentemente discute com adultos;
– Frequentemente desafia ou se recusa a obedecer às solicitações ou regras dos adultos;
– Frequentemente perturba as pessoas de forma deliberada;
– Frequentemente responsabiliza os outros por seus erros ou mau comportamento;
– Frequentemente se aborrece sem motivos;
– Frequentemente mostra-se enraivecido e ressentido;
– Frequentemente é rancoroso ou vingativo.

O tratamento geralmente inclui psicoterapia buscando melhorar as habilidades para resolução de problemas, de comunicação e controle de impulso, e a psicoterapia familiar, que promove mudanças dentro do ambiente doméstico, e visa melhorar também as habilidades de comunicação e as interações familiares.

O tratamento farmacológico não é o mais indicado, mas pode ser usado quando outros transtornos estiverem presentes, caso o especialista considere conveniente.

É importante que os pais estabeleçam limites na educação de seus filhos, pontuando regras firmes e claras, mas também flexíveis, respeitando e acolhendo a criança em suas demandas, permitindo com que o processo de crescimento e construção de sua individualidade seja saudável.

 

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