estresse-trabalhoAtualmente passamos por um momento no qual trabalhamos e vivemos em velocidade frenética, principalmente nos centros urbanos, sendo que para muitas pessoas toda essa correria ainda não é suficiente para todas as suas atividades.

Assim, geralmente vivem dominadas por um sentimento de ansiedade, podendo desencadear alterações comportamentais como, por exemplo, a chamada síndrome da pressa.

Estima-se que 30% da população economicamente ativa do país, já passaram ou ainda passam por está síndrome.

As pessoas passam a apresentar um quadro de agonia, agressividade em alguns momentos, competitividade, impaciência, tensão muscular, fala rápida, respiração ofegante, dificuldade para relaxar e pouco se interessam pelo o que os outros falam, ou seja, geralmente interrompem as pessoas durante uma conversa.

Esta síndrome leva o indivíduo a uma sensação contínua de que o tempo deve ser aproveitado ao máximo, pois acredita que o tempo está passando mais rápido, consideram também que até os períodos de descanso são “perda de tempo”.

Na maioria dos casos, ele mesmo não tem consciência de que está sendo dominado pela pressa, sendo bastante frequente suas queixas sobre o suposto pouco tempo que possui. Entretanto, quanto a isso, é geralmente ele mesmo quem transforma sua rotina nesta infinita correria; se sentindo valorizado quando supera suas metas, e culpado quando não está executando alguma tarefa.

As pessoas que são portadoras desta síndrome, possuem um perfil ambicioso, agressivo e competitivo e geralmente as relações interpessoais costumas ser prejudicadas.

Alguns transtornos podem vir associadas a síndrome da pressa, são elas: síndrome do pânico, estresse, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de ansiedade generalizada, hipertensão arterial, diabetes, problemas gástricos, alérgicos, entre outros, em médio e longo prazo.

O diagnóstico para esta síndrome é basicamente clínico, realizado por um profissional capacitado, um médico. O diagnóstico precoce, pode evitar o aumento dos riscos de outras doenças como o infarto ou acidente vascular cerebral.

Algumas medidas devem ser tomadas para evitar as consequências nocivas ã saúde física e mental. Assim, a reeducação é fundamental. Reorganizar a agenda, delegar atividades a outras pessoas, adequar as expectativas somente àquilo que é possível, compreender seus limites, conversar sobre assuntos que não dizem respeito unicamente a seu trabalho, ter mais contato com amigos e reservar momentos diários de descanso são algumas medidas bastante úteis.

Em alguns casos, o auxílio psicoterápico poderá ser necessário para tentar frear a evolução do quadro apresentado.

A realização de exercícios físicos, técnicas de relaxamento, música e filmes que levem ã sensação de tranquilidade também são ferramentas interessantes para diminuir a aceleração do indivíduo. A prevenção é nossa grande aliada!

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