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Época de calor e muita piscina. Aliás uma grande farra para as crianças nas brincadeiras aquáticas, não é mesmo?

Todo ano, infelizmente, somos obrigados a assistir com muito sofrimento a diversas crianças vítimas de afogamento durante uma simples brincadeira na piscina, que quase sempre termina em morte.

Ora o vilão é o ralo da piscina que não era adequado ou estava danificado e sugou o cabelo ou membros da criança e com isso o afogamento foi inevitável, ora uma brincadeira comum em certa faixa etária, como os famosos “caldos”, que também podem acabar em tragédia.

Outra situação muito corriqueira é a brincadeira entre crianças de idades diferentes dentro da água sem a devida supervisão de um adulto que saiba nadar e tenha a noção de como socorrer, caso haja alguma emergência. As crianças mais velhas tendem a brincar com uma “violência” maior e podem acabar machucando e até afogando sem querer os pequenos.

Para se ter noção do que estamos falando, a massa corporal da criança é muito pequena se comparada à de um adulto, logo apenas 2 minutos são suficientes para que ela perca a consciência se ficar submersa dentro d’água e 4 minutos para que provavelmente venha a ter danos cerebrais permanentes.

Deixo algumas dicas valiosas que, por vezes, parecem repetidas e bobas, mas a prevenção é nossa maior aliada.

– NUNCA deixe uma criança na piscina sozinha, nem que pratique natação e seja uma exímia nadadora. Ela pode, por exemplo, ter uma cãibra na perna e se afogar. Simples assim!

– Se for criança que ainda use piscininha inflável, saiba que apenas 2 dedos de água são o suficiente para um afogamento. Parece terrorismo, mas não é. Logo, a vigilância também deve ser constante.

– Se for brincar na casa de um amiguinho, certifique-se de que terá alguém com competência para prestar os primeiros socorros caso sejam necessários, olhando pelo seu filho. Lembrando que boia, seja de qual tipo for, não é garantia de nada!

– Certifique-se de que a piscina em que seu filho vai nadar tenha o ralo com o dispositivo de segurança para que a criança não seja sugada e, mesmo assim, oriente-a para não mexer no ralo ou ficar perto do mesmo. Supervisione.

– Gostaria de lembrar que crianças são curiosas, logo tentarão abrir portinhas, levantar lonas de proteção, redes, enfim “burlar” todos os dispositivos de segurança colocados para proteção deles próprios nas piscinas. Logo, a única coisa que há para fazer é: NUNCA deixe uma criança sozinha!

– O adulto que estará tomando conta da criança que estiver brincando dentro da água deverá saber como socorrê-la caso haja uma emergência, pois segundos valem uma vida e nessa hora não adianta desespero.

Exemplo 1: cabelo ficou preso no ralo, braço ficou preso no ralo: o que fazer até que a bomba seja desligada?

Resposta: enquanto alguém chama por socorro especializado (bombeiro e SAMU), pegue uma mangueira de jardim e segure firme na boca da criança de forma a não entrar água, somente ar. A outra parte deixe fora da piscina para que a criança possa respirar até que seja desprendida do local.

Exemplo 2: a criança teve uma cãibra na perna dentro d’água. O que fazer?

Resposta: retirar a criança da água imediatamente e não será uma tarefa fácil, depois. Se a cãibra for na panturrilha (batata da perna), colocar as pernas da criança esticadas e empurrar a ponta dos pés para baixo por alguns segundos. Quando a dor diminuir, faça uma massagem nas panturrilhas e um alongamento empurrando as pontas dos pés lentamente para cima.

Esses cuidados e primeiros atendimentos todos os leigos podem fazer, desde que treinados de forma adequada para que não agravem o quadro e ajudem a salvar vidas.

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