intoxicacao-medicamentosaTrazemos um assunto que sempre nos arrepia, intoxicação medicamentosa em crianças!

O número de crianças intoxicadas por medicações dos mais diversos tipos e formas não intencional, vem crescendo assustadoramente no nosso país.

Em qual lugar, vocês, guardam os remédios em casa? E os de uso diário? Aqueles que aparentemente são inofensivos: uma vitamina, um anticoncepcional, um analgésico ou até aquele xarope fitoterápico ?

Se passou pela cabeça de vários de vocês, o balcão da cozinha, o criado mudo, a gavetinha do banheiro, a mesinha do quarto, a bandeja da copa…. não sintam-se sozinhos. Todos nós já fizemos ou ainda fazemos isso hoje em dia, atenção!

As crianças até quatro anos são as principais vítimas, pois a curiosidade é grande nessa faixa etária e geralmente a linha pediátrica possui uma embalagem colorida e atrativa para as crianças. Muitos medicamentos, como os xaropes, ainda possuem “cheirinhos” agradáveis fazendo a criança colocar rapidamente na boca.

Alguns medicamentos já apresentam lacres e/ou travas que dificultam a abertura dos frascos por uma criança, mas não são todos.

Outro ponto importante é a intoxicação por super dosagem, ou seja, quando a dose adequada para a criança e seu peso é extrapolada por erro na administração do medicamento.

Um exemplo clássico que sempre gostamos de citar, é quando o médico prescreve o volume em “ml” e você só tem colheres (de café, chá, sobremesa ou sopa) em casa e o medicamento vem sem o copinho medida. Todos sabem quantos “ml” tem cada colher?

Vamos lá:

colher de café (a menor de todas) = 2,5 ml

colher de chá  = 5 ml

colher de sobremesa = 10 ml

colher de sopa = 15 ml

Outro problema que ocorre muito no caso da super dosagem é quando vamos administrar medicamentos em gotas diretamente na boca da criança, logo a orientação é para que NUNCA se faça isso, pois se a válvula estiver desregulada ou quebrar, a dose a ser administrada será muito maior do que a prescrita pelo médico. SEMPRE coloque em uma colher para dar a criança.

Faremos algumas orientações pontuais para que assim possamos evitar as superdosagens e intoxicações medicamentosas:

–  Mantenha TODOS os medicamentos fora do alcance das crianças em local alto e lacrado (com chave preferencialmente).

– Medicamentos do uso DIÁRIO – anticoncepcional, antidepressivo, vitaminas, remédios para pressão e diabetes e outros – Para facilitar, você pode deixar no criado mudo ou no seu banheiro, porém trancado com CHAVE! Lembrem-se são altamente atrativos às crianças.

– Pomadas, supositórios, xaropes, adesivos, colírios e outras formas de medicamentos também são NOCIVOS e causam intoxicações, cuidado.

– Na sua ausência deixe uma ÚNICA pessoa responsável para dar a dose do remédio que seu filho está tomando, muito atenção … o filho é seu e o cuidado e responsabilidade com a dosagem é sua também e NÃO da babá, ela pode se confundir.

– Veja se o frasco que está dentro da caixinha do remédio é o correto, pois há muita troca de medicamentos dessa forma. Leia antes de administrar.

– Siga a prescrição MÉDICA e não a bula, ninguém melhor do que o médico para saber os efeitos que uma dose pode causar em cada criança especificamente. Cuidado.

– NUNCA se refira ao medicamento como: docinho, gostoso, uma delícia … a criança gravará que tomar remédio é muito bom.

– Qualquer sintoma que seu filho venha a apresentar após ingerir o medicamento (falta de ar, ficar pálido, vermelho, com “bolinhas” pelo corpo, muito quietinho, sonolento, agitado, etc) o médico deve ser comunicado na hora e se não conseguirem contato, devem se dirigir ao hospital mais perto, pois algo está errado e minutos podem fazer a diferença!

E se ocorrer a super dosagem, o que fazer?

– Leve a criança imediatamente a um pronto-socorro e se possível leve o nome ou os frascos/cartelas dos medicamentos ingeridos pela criança.

– Nunca force o vômito ou use fórmulas caseiras, pois não terá certeza se o medicamento tem componentes corrosivos em sua fórmula.

– Não ofereça água ou leite após perceber que houve superdosagem, pode piorar a situação espalhando mais rapidamente para outros tecidos do organismo ou provocando reações indesejadas no caso do leite.

– Ligue para um dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIAT) pelo telefone de cobertura nacional – 0800 722 6001. Só assim você poderá receber as orientações adequadas e, na maior parte das vezes, resolver o problema dentre da sua própria casa.

– Também podem ligar para o Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas da FMUSP – 0800-0148110. Funciona 24 horas e fornecerão as orientações necessárias.

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