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Um problema que aflige muito os pais, logo nas primeiras semanas ou meses de vida, é o refluxo gastroesofágico (RGE).

É um problema relativamente comum, visto que 90% dos bebês tem o conteúdo do estômago que reflui, ou seja, que retorna para o esôfago (“tubo” que leva o leite e alimentos da boca ao estômago). Porém esse refluxo se manifesta devido às regurgitações ou vômitos freqüentes em muitos bebês.

Esse tipo de refluxo não causa prejuízo no crescimento e desenvolvimento do bebê e nem leva a outras conseqüências físicas preocupantes, logo ele é chamado de fisiológico.

A medida que o bebê vai crescendo e tendo controle da sua musculatura, permitindo que o mesmo se sente e levante sozinho, somado ao amadurecimento da parte do sistema digestório e dos mecanismos anti refluxo anatômicos e com a instalação de uma dieta adequada com alimentos mais pastosos, o refluxo gastroesofágico fisiológico melhora com seis meses de vida e raras são as crianças que continuam apresentando após um ano de vida.

É mundo importante que os pais sejam bem orientados, para que não confundam o refluxo fisiológico com a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), pois nesse caso o bebê perde peso, apresenta irritabilidade excessiva, choro em demasia, engasga facilmente, recusa a se alimentar, fica rouco e pode vir a apresentar pneumonias por bronco-aspiração (conteúdo do estômago vai parar nos pulmões) e quando não tratado pode ocorrer até a parada da respiração e se não for socorrido adequadamente a parada do coração também.

Para diferenciar os dois tipos de refluxo, a criança deve ser diagnosticada e acompanhada por um profissional especializado, o pediatra ou o gastropediatra. Existem outras doenças nessa faixa etária que também fazem com que o bebê perca peso e tenha alguns dos outros sintomas citados acima, por esse motivo, SOMENTE o médico será capaz de fazer o diagnóstico correto.

O tratamento é baseado na mudança de postura do bebê, tanto para ser amamentado no seio e na mamadeira ou alimentado com a colher. O bebê deve estar posicionado de forma mais “sentadinho” para mamar e não totalmente deitado. E após se amamentar/alimentar o mesmo deve arrotar e permanecer por um período de 30 minutos no mínimo na posição vertical.
Manter a cabeceira do berço elevada em um ângulo de 30°, pois dessa forma a ação da gravidade vai ajudar no esvaziamento gástrico e também a não refluir para o esôfago.

Na doença do refluxo gastroesofágico se faz uso de medicações específicas que ajudam a esvaziar o estômago e reduzem a acidez gástrica, mas somente com prescrição médica.

Quando for colocar o bebê no carrinho para passear, opte pelo modelo onde ele fique sempre mais sentado ou com o tronco mais elevado.

Os primeiros meses do bebê é muitas vezes um “jogo” de paciência, pois pais e filhos precisam se conhecer e interagir, isso leva um tempo até que tudo entre em sintonia.

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