Pronto Socorros – Levar ou não?

crianca_sem_horario_certo_para_dormir-just_real_moms-2-340x210Quantas vezes você não chegou no pronto-socorro com seu filho e, no meio de tantas crianças “largadinhas” e com febre, encontrou outras que corriam pela sala de espera inteira e até gargalhavam? Ou pior ainda engatinhavam, brincavam de carrinho ou boneca pelo chão insalubre do hospital?

De fato, não são todas as crianças que precisavam estar lá, mas a ansiedade das mães, principalmente, e até a dificuldade de falar com o pediatra que acompanha rotineiramente os pequenos, são motivos que nos levam a correr para o hospital mais próximo.
Por outro lado, não se pode generalizar: há situações, como intoxicação e dificuldade respiratória, em que você tem, sim, que correr com a criança para o hospital – mesmo se ela parecer estar “boazinha”.

Trouxe algumas situações do nosso dia a dia para ficarmos atentas:

Diarreia
O maior problema da diarreia é a desidratação.
Como a mãe pode identificar? Se os lábios e língua estiverem secos, se houver diminuição da urina e se os olhos estiverem fundos, não esperem mais sinais, leve para o PS. Esses sinais podem aparecer rapidamente, atenção!
Outra observação importante: não existe um número de vezes que a criança deverá evacuar para levá-la ou não ao hospital, isso é muito variável.
Alergia
Manchas pelo corpo e coceira precisam ser tratados, mas podem esperar uma consulta com o pediatra ou dermatologista.
A situação é grave quando existe algum sintoma respiratório. Tosse rouca, dificuldade para respirar ou chiado “no peito”. Também é preciso ficar atento com os sinais de choque anafilático ( reação alérgica GRAVE), como inchaço nos lábios, olhos e garganta. Ao primeiro sinal descrito corra para o hospital mais perto da sua casa, uma alergia complicada pode ser fatal. ATENÇÃO!

Febre
A febre, por si só, não deve preocupar, ela é um sinal de alerta de que algo não está muito bem. Logo, mães, tias e avós, olho nisso!
O ideal é NÃO dar anti-térmico logo que detectar a febre, pois precisamos esperar para ver o que mais vai parecer na criança, mas também deixá-lo com febre não é recomendável. O que devemos fazer? Um banho morno (não frio) e deixá-lo o menos coberto possível.
Se não estiver conseguindo baixar a temperatura do seu filho, fale com o pediatra e dê o anti-térmico prescrito por ele, lembrando que pode levar até 50 minutos para o mesmo fazer o efeito desejado.
Caso a febre comece a subir muito e venha associada a outros sintomas, como vômito, diarreia, dor de cabeça, choro exagerado, alteração de comportamento e sonolência excessiva, NÃO espere, leve ao pronto socorro. É uma urgência!

Dificuldade respiratória
A criança que entrar em dificuldade para respirar é considerada uma emergência. Corra para o hospital mais próximo, não espere!
Vários podem ser os fatores: crise de asma, aspiração de pequeno de brinquedo ou algo que passou despercebido. Ou seja, pode estar com alguma complicação pulmonar grave, entre outras coisas diversas, que consideramos muito prejudiciais à saúde e a que devemos estar atentos sempre. Essa é a dificuldade de ser boa mãe e bom pai, nos momentos em que nossos filhos precisam de nossa atenção. Devem procurar o pronto-socorro para saber o que é.

Ferimentos/quedas
Se a criança tiver um sangramento intenso, seja em qualquer lugar do organismo, mesmo após prestar os primeiros socorros, leve ao pronto-socorro para avaliar perda sanguínea!!
O mesmo vale para traumas sérios, como, por exemplo, a queda de um brinquedo alto, ainda que não existam sinais de fratura ou, até mesmo, queda da própria altura.
O que fazer quando a criança bate a cabeça?
Observe o comportamento de seu filho por no máximo 15 minutos. Se ele ficar mais “molinho”, mais irritado, desorientado, se desmaiar, enfim se houver mudança de comportamento, corra para o pronto-socorro. Se não acontecer nada disso e ele continuar brincando normalmente faça contato com seu pediatra e siga as orientações dele, mas se não conseguir contato vá ao pronto-socorro. Peque pelo excesso!
CUIDADO!!! Ninguém pode responder o futuro. Ao presente, a gente luta.

Convulsão
Se a criança já é portadora de crises convulsivas, a mãe já sabe o que fazer e como agir. Mesmo assim, é sempre bom comunicar o médico.
Porém se seu filho nunca apresentou uma crise convulsiva, não se assuste, por mais feia que possa parecer. Primeiramente, segure a cabeça de seu filho de forma lateralizada até a crise acabar. NÃO introduza nada na boca, ele não engolirá a língua. Quando a crise acabar, leve-o com calma ao pronto-socorro e descreva ao médico o que ocorreu, para que as providências possam ser tomadas. NÃO é uma urgência!

Intoxicação
Remédios e produtos de limpeza (principalmente aqueles que são guardados em garrafas de refrigerantes) são os campeões da intoxicação infantil. Nesse caso, não há dúvida: vá para o hospital mais próximo.
Não faça com que seu pequeno vomite, pois algumas substâncias NÃO podem “voltar”, pois será muito pior. NÃO dê leite, água, enfim, não dê nada!
Antes de sair de casa, pegue o rótulo da substância, tente verificar a quantidade ingerida e marque o horário. Se for uma planta, procure saber o nome dela. Qualquer informação que você tiver será importante na hora de o seu filho ser avaliado. É uma emergência!

Dor de barriga: avalie a intensidade do sofrimento

Nossos baixinhos costumam ter as famosas dores de barriga e o que vai nos ajudar a identificar a gravidade ou não é a intensidade da dor, servirá como um termômetro.
A situação normalmente fica mais séria quando vem acompanhada de febre, vômito, ”barriga fica estufadinha”, a criança “caidinha” e outras manifestações não comuns da criança. Nesses casos, é preciso levar a criança ao pronto-socorro com urgência.

Sempre é bom sabermos como agir frente as urgências e emergências do dia-a-dia. Se você não sabe e gostaria de ficar segura, oferecemos um curso básico de Primeiros Socorros para leigos.

nantuconsultoria@gmail.com

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