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O Câncer de colo uterino, também chamado de câncer cervical, é o terceiro mais frequente na população feminina. É verdade que o cenário já foi muito pior, porém, com as inúmeras ações preventivas e de conscientização e orientação da população, muita coisa tem melhorado. Para se ter uma ideia, na década de 90, 70% dos casos eram de um tipo de câncer mais invasivo, e quando descoberto, já era tarde demais. Hoje, após quase vinte anos, os índices de tumores mais invasivos caíram para 44%, sinal de que, a precocidade do diagnóstico e a prevenção, fizeram toda a diferença.

O câncer de colo é causado por infecções persistentes pelo vírus HPV (papiloma vírus), que pode ser transmitido em especial através da relação sexual sem proteção, e através do contato das partes íntimas. Daí a importância do uso de preservativos, pois além desta, vale também aqui lembrar que outras doenças também podem ser transmitidas pela via sexual. O início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros estão bastante associados com a transmissão do vírus. Outros hábitos, como fumo, má alimentação e uso prolongado de anticoncepcionais também podem ter uma associação com o aparecimento da doença.

Interessante citarmos que, embora o câncer de colo seja o terceiro mais frequente nas mulheres (perdendo apenas para o de mama e colorretal), é também um dos poucos que as medidas de prevenção são eficazes.

Mas então, por que tantas mulheres ainda são afetadas por este câncer?

Podemos aqui elencar que, mesmo existindo uma variedade de vírus que causam a doença e os fatores associados importantes (como o fumo e a anticoncepção prolongada), a ausência de realização do exame preventivo (Papanicolau) é ainda a principal causa.

O Papanicolau é um exame simples, de baixo custo e alta eficácia. Neste exame são observadas e colhidas as secreções do colo que servirão para análise e diagnóstico da doença. São também estudadas as lesões (verrugas) que podem aparecer na contaminação pelo vírus, e em alguns casos, avaliados pelo médico ginecologista as condições do colo e vagina, e que também são importantes indicadores.

O Ministério da Saúde também lançou, como parte do calendário vacinal de adolescentes entre 9 e 13 anos, a vacina contra o HPV, porém, esta medida, deve ser aliada à realização do Papanicolau, visto que ambas se complementam.

Para a realização do exame, alguns cuidados devem ser tomados:

• Não estar menstruada;
• Não ter relação sexual por 02 dias antes do exame;
• Não usar creme vaginal ou fazer lavagem interna por 02 dias antes do exame;
• Ter realizado higiene íntima;
• Não é necessário se depilar.

Caso haja alterações nos resultados dos exames, o médico sempre será avisado, e deverá tomar as condutas pertinentes.
Segundo as diretrizes do INCA, o Instituto Nacional do Câncer, e referência no país para o câncer de colo, as seguintes recomendações devem ser seguidas:

Se o exame de Papanicolau der….

• Negativo para câncer: se esse for o primeiro resultado negativo, fazer novo exame preventivo daqui a um ano. Se já houver um resultado negativo no ano anterior, deverá haver um novo exame preventivo daqui a três anos;
• Infecção pelo HPV ou lesão de baixo grau: repetir o exame daqui a seis meses;
• Lesão de alto grau : o médico decidirá a melhor conduta, e deverá haver a realização de outros exames, como a colposcopia;
• Amostra insatisfatória: quantidade de material insuficiente. Repetir exame.

Como o câncer de colo pode também ser uma doença “bastante silenciosa”, as mulheres não devem aguardar a manifestação de sintomas, que nem sempre aparecem. Porém, alguns sinais devem servir de alerta: sangramento vaginal e após a relação sexual, presença de secreção vaginal anormal e dor no abdômen.

Dentre os tratamentos mais utilizados atualmente, a radioterapia e a cirurgia tem se mostrado bastante satisfatórios, porém, o médico avaliará e decidirá a melhor conduta.

Vamos todas aproveitar este “mês Outubro Rosa”, e investir na prevenção e nos cuidados com nossa saúde?

Lembre-se: a prevenção sempre será a melhor medida!

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