pílula do dia seguinteNesta época, pós carnaval, um dos assuntos mais comentados refere-se aos possíveis prejuízos do carnaval. E olhe que eles são inúmeros: peso, excesso de bebidas, gastos desnecessários, e sexo sem proteção…este último então….sem dúvida é o que mais preocupa pessoas no mundo todo, e o que mais frequentemente acontece durante o carnaval.

Levados pela folia e pela alegria do momento, pelas músicas, bebidas e pela curtição desenfreada, não é raro acontecer um momento “inconsequente”….

É certo que o sexo sem proteção é algo que sempre acompanhou a humanidade, e que milhões de bilhões de crianças nasceram oriundas desta prática, e vale lembrar também que, em meados dos anos 80, algo terrível passou a assustar ainda mais as pessoas além das doenças sexualmente transmissíveis já conhecidas (sífilis, gonorreia dentre outras) e da gravidez indesejada– a AIDS.

Não estamos querendo aqui pregar conceitos, valores ou doutrinas, mas alertar a todos, e em especial as mulheres a respeito de uma prática cada vez mais realizada no mundo todo: a anticoncepção de emergência.

A anticoncepção de emergência, ou pílula do dia seguinte, consiste na tomada de um medicamento de origem hormonal, com a finalidade de se evitar a gravidez através da sobrecarga de hormônios que causam o atraso ou impedimento da ovulação, aliado á criação de um “ambiente” inóspito intra útero caso algum óvulo seja fecundado.

Por possuir uma sobrecarga hormonal, mulheres com problemas metabólicos e de circulação tem contra indicação absoluta. Para se comprar a pílula não é necessário a receita médica, e ela é vendida pelo valor aproximado de R$ 20,00 na maior parte das farmácias.

Algumas situações são amplamente recomendadas para a tomada da pílula do dia seguinte: quando o preservativo se rompe; quando a mulher se esquece por 02 ou 03 dias de tomar sua pílula habitual, e em casos de estupro.

A pílula não é abortiva, pois seu mecanismo de ação ocorre na tentativa de se evitar ou postergar a liberação do óvulo, entretanto, NÃO previne contra doenças sexualmente transmissíveis, e em especial, a AIDS. Porém, para a prevenção da gravidez, diminui em mais de 50% a sua ocorrência, e caso seja tomada em no máximo 03 dias após a relação sexual (quanto mais próximo da relação sexual maior sua eficácia).

A pílula do dia seguinte não deve se tornar uma experiência rotineira na vida das mulheres, e deve somente ser utilizada em uma situação de emergência. Lembre-se que a AIDS ainda continua sendo um grande problema de saúde pública em muitos países e uma epidemia em determinados locais.

Os danos decorrentes da sobrecarga hormonal da pílula do dia seguinte são referentes aos problemas metabólicos, hormonais e de circulação que podem ocorrer: alterações no ciclo menstrual, aumento dos sintomas pré e intra menstruais, trombose venosa, etc. Portanto, são necessários cuidados e orientação médica!

Nossa dica é bem simples: caso opte por ter uma relação sexual, previna-se sempre! Use camisinha!

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