modelo-de-imagem-quadradaA coqueluche, popularmente conhecida como tosse comprida, é uma doença altamente contagiosa, transmitida através do contato por gotículas de saliva das pessoas infectadas pela bactéria Bordetella Pertussis.

Os sintomas da doença, que no início podem ser facilmente confundidos com o de uma gripe, são clinicamente divididos em três fases: a fase catarral, fase paroxística e de convalescença.

Na fase catarral, a doença se apresenta com coriza (nariz escorrendo), febre, mal estar, tosse seca: sintomas parecidos com os de uma gripe. Após cerca de uma a duas semanas, ocorre a evolução para a fase paroxística, que se caracteriza pelos violentos acessos de tosse, vômitos, dificuldade em respirar, comer e engolir. Nesta fase, outras complicações podem ocorrer; como pneumonia, broncopneumonia e doenças no cérebro. A última fase é a de convalescença, onde os sintomas passam a regredir a partir da quarta semana.

A coqueluche acomete especialmente crianças menores de dois anos, e raramente adultos. A única forma de se prevenir da doença é através da vacinação, realizada em vários momentos da vida da criança e a partir de dois meses de idade. Porém, embora seja muito importante e eficaz, a vacina não imuniza em 100% dos casos.

Recentemente houve pequenos surtos da doença na região centro oeste do país; dentre várias crianças que apresentavam os sintomas, felizmente uma pequena parte teve a confirmação do diagnóstico, que a princípio é clínico. Mesmo assim, a mortalidade da doença nas crianças acometidas ainda é considerada elevada, em especial pelas complicações decorrentes da mesma.

Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), os casos de coqueluche no Brasil aumentaram significativamente; nos países da América Latina, os casos praticamente triplicaram.

Diante de todo este quadro e em que a doença ainda não foi erradicada, é importante a adoção de um esquema rigoroso de vacinação, e caso haja o conhecimento de algum caso, além da notificação obrigatória aos sistemas de saúde, algumas medidas de prevenção são muito importantes:

– manter a pessoa acometida pela coqueluche em isolamento respiratório, ou seja, sem contato com outras pessoas através da secreção de suas vias aéreas (utilizando-se de máscara);

– manter o doente em um ambiente isolado, porém arejado;

– não ter nenhum tipo de contato com objetos de uso pessoal e louças utilizadas pelo doente, pois podem conter gotículas de saliva e transmitir a doença;
– lavar cuidadosamente e constantemente as mãos, em especial se houve algum tipo de contato com o doente;

– pessoas de convívio próximo ao doente, devem ser revacinadas.

O monitoramento contínuo da pessoa com coqueluche é um fator primordial no controle da evolução e complicações da doença. Caso a doença não regrida em cerca de quatro semanas, outros exames e outro tipo de conduta podem ser necessários.

Na maior parte dos casos, a pessoa com coqueluche poderá ser tratada em casa mesmo, e seguindo-se todos os cuidados recomendados pelo médico, além de necessitar de ajuda na alimentação e na hidratação, que poderão estar prejudicadas devido aos longos acessos de tosse.

Seguir todo o tratamento indicado pelo médico, adotar medidas preventivas e não utilizar-se de receitas caseiras para o alivio dos sintomas, são fundamentais para uma boa recuperação e prevenção de complicações mais graves.

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