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Uma situação não tão rara de acontecer e que possui gravidade é a trombose venosa profunda. Para se entender como ela ocorre, é preciso antes saber como funciona a circulação do sangue, e como os trombos são formados.

O sangue circula pelo nosso organismo bombeado pelo coração, e impulsionado através dos vasos de nosso corpo (veias e artérias), e os quais, possuem um certo grau de elasticidade e resistência. No caso das veias, as mesmas trazem o sangue do restante do corpo para o coração, e como são responsáveis pelo “caminho inverso”, ou seja, trazer o sangue dos membros inferiores até o coração, além de elasticidade e resistência, também possuem válvulas. As válvulas funcionam como “portas” que se abrem e fecham, mandando assim o sangue com mais força para as partes superiores do corpo até que cheguem ao coração.

Entretanto, quando estas válvulas não funcionam adequadamente, ou as paredes das veias já não tem tanta elasticidade e resistências, o sangue acaba ficando “represado”, e favorecendo o acúmulo de coágulos de sangue, os chamados trombos. Estes trombos, podem permanecer no local ou “caminhar” junto com o restante do volume de sangue circulante no corpo, e então, passam a ser chamados de êmbolos.

Um êmbolo, ou seja, um coágulo que caminhou pelo organismo através da circulação do sangue, pode alojar-se em qualquer parte do nosso corpo, e “entupir” pequenos vasos, impedindo desta forma, que o sangue circulante entre naquele local, causando assim uma insuficiência do órgão.

A Trombose Venosa Profunda se caracteriza justamente por este quadro: um coágulo que se formou no interior de um vaso profundo, geralmente decorrente de uma insuficiência deste, mas que, nos casos mais graves, e em curto prazo, pode deslocar-se para outros locais do corpo, causando assim um quadro mais grave ainda: a embolia.

De todos os casos de embolia possíveis, a pulmonar é, além da mais comum, a mais perigosa e letal destas. O quadro é súbito, insidioso e potencialmente grave.

A Trombose pode ser evitada em muitos casos. Pessoas com insuficiência venosa; varizes; submetidas a cirurgias; que precisaram ficar imobilizadas por muito tempo; que se movimentam pouco; são as que possuem maior risco. Fumo, diabetes e eventos pós-traumas ou acidentes nos membros também podem ser considerados.

Para todas estas pessoas, é necessária disciplina na movimentação constante, uso de meias elásticas, prática de exercícios e controle de peso, além de outros cuidados mais específicos a cada caso. Em alguns casos, a cirurgia é necessária tanto para a remoção do trombo como para a prevenção de um quadro mais grave, como a embolia.

O tratamento também inclui medicamentos anticoagulantes, a fim de se tentar dissolver estes coágulos e impedir a embolia.

Os sinais da trombose venosa são: inchaço no local (mais comum nas panturrilhas e coxas), vermelhidão, temperatura local elevada e dor, além de endurecimento demarcado.

O diagnóstico se faz pelo quadro clínico e também pela realização de exames de imagem, como ultrassonografia, ressonância e tomografia.

Cabe aqui também uma dica especial ás pessoas que precisam viajar e ficar um tempo prolongado sem mobilidade: é imprescindível que, pelo menos a cada duas horas, você se levante, se movimente, faça exercícios de levanta e abaixa com as panturrilhas, a fim de estimular a circulação do sangue e assim a formação do trombo. Usar meias elásticas também são super indicadas, pois ajudam na compressão dos vasos, ajudando o sangue a circular melhor.

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