modelo-de-imagem-quadrada-sonambulismoO sonambulismo é um transtorno do sono que é comum na infância e o normal é que desapareça ao chegar à adolescência, embora existam pessoas que continuem com esse transtorno na idade adulta.

Pesquisas apontam que cerca de 30% das crianças sofrem desta alteração, mas apesar do complicado desta situação, o certo é que não é muito grave (isso para não mencionar os acidentes físicos a que a criança está sujeita em casa enquanto caminha dormindo).

Cerca de 10 a 30% das crianças dos 4 aos 6 anos, apresentam sinais de sonambulismo e estima-se que é durante essas idades que sucede a maior quantidade de episódios.

O sonambulismo pode ser causado, em muitos casos, por alguma interrupção dos padrões regulares do sono, por algum estado febril ou quando a criança encontra-se muito cansada. Na infância, esse transtorno não está relacionado com problemas psicológicos nem emocionais, e é muito difícil que esteja relacionada a uma epilepsia. De modo geral, é inofensivo e tende a desaparecer com a idade.

A percentagem de incidência de sonambulismo infantil aumenta em 45% se um dos pais já foi sonâmbulo, e em 60% caso ambos os pais já tenham tido sonambulismo.

Quando devemos nos preocupar com o sonambulismo?

O sonambulismo quando associado a outros sintomas deve nos deixar alertas.

Por exemplo, se vier juntamente com o terror noturno (gritos súbitos, intensos e aterrorizados), com enurese noturna tardia (xixi na cama fora da idade certa), com síndrome das pernas inquietas, apnéia do sono, refluxo gastroesofágico, asma, arritmias cardíacas. Enfim, são algumas “doenças” associadas e indicam que a atitude adequada é procurar um médico especialista no assunto para um diagnóstico e tratamento preciso e eficaz.

Geralmente é de caráter leve, sendo muito raros os casos de sonambulismo nos quais as crianças se alteram e ficam nervosas.

A criança pode sentar-se na cama, brincar com sua roupa, circular pela casa, abrir e fechar portas, vestir-se ou tirar a roupa, apagar ou acender luzes, movendo-se com pouca coordenação, sem recordar-se depois do que fez.

Há crianças que são capazes inclusive de sair à rua. Se tentarmos falar com uma criança sonâmbula, normalmente ela não te responderá. Pode ser que emita alguns sussurros, mas serão incompreensíveis.

Os sintomas são variáveis:

– Sentar-se na cama, levantar-se e caminhar dormindo, etc. Nos casos raros, as crianças podem realizar ações complexas, embora com pouca coordenação, como abrir portas, janelas, armários, correr, fazer xixi em locais inusitados e até mesmo comer o que acharem pela frente.

– Manter os olhos abertos e o olhar fixo aparentando estarem despertas com uma expressão facial ausente, não se assuste!

– Falar ou sussurrar algumas palavras ou frases confusas. Não tente manter um diálogo, será em vão.

– Não escutam se alguém fala para elas ou se tentam despertá-las, mas podem seguir algumas instruções verbais simples, como a palavra “não”.

– Uma vez terminado o episódio, a criança não se recordará de nada.

Como devem agir os pais?

– Geralmente o sonambulismo não requer nenhum tratamento específico. A maioria das crianças supera esse transtorno ao chegar à puberdade. Se for muito frequente e persistente, deve-se recorrer ao seu médico para que ele faça uma avaliação do quadro e verifique a necessidade de alguma intervenção. Consulte o pediatra de seu filho sempre.

– Regular os seus hábitos de sono e procurar fazer com que durma todas as noites uma quantidade de horas adequada pode ajudar a diminuir as crises.

– Quando a criança está no meio de um episódio de sonambulismo não a sacuda nem tente acordá-la, embora não seja perigoso. Isso pode fazer com que ela fique nervosa ou se assuste.

– Leve a criança com cuidado de volta para a cama e fale com ela suavemente. Espere que volte ao sono normal. De qualquer forma, não grite!

– Mantenha o seu quarto livre de objetos pontiagudos ou móveis com pontas, tapetes e outras coisas nas quais a criança possa tropeçar e/ou se machucar.

– Cuidado com as portas e janelas. Importantíssimo: deve-se colocar portas nas escadas para evitar que a criança caia ou até trancar o acesso às mesmas – não esqueça de grade nas janelas. Atenção!

– O quarto de uma criança portadora de sonambulismo deve ser o mais seguro possível e livre de qualquer objeto que possa machucá-la. O acesso aos outros locais da casa, devem ser limitados ao máximo durante o período de sono da criança e chaves devem ser retiradas da porta. Enfim, a prevenção é o melhor remédio!

– O importante, para os pais, é manterem a calma e transmitirem essa mesma sensação às crianças.

Precisamos como mães e pais tomar cuidado com as consequências psicológicas para o sonâmbulo, pois a criança pode se tornar insegura, vir a ter medo de dormir na casa dos amigos, pois mesmo não tendo controle sobre seus atos, o sonâmbulo geralmente é criticado e por vezes até “punido” pelos pais.

O fato de a criança estar acordada, mas tendo reações irracionais, preocupa a família, que passa a tratá-la como “diferente”. Por isso, é importante encarar o sonambulismo sem preconceitos ou superstições, mas com toda a seriedade, amor e muito carinho.

Deixem os mitos e ditos populares de lado. Com prevenção, precaução e muito amor nossos filhos estarão sempre seguros e bem cuidados!

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