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Algumas pesquisas tem mostrado que quase 90% das mulheres tem mioma uterino…entretanto, o que se vê na prática clínica é que cerca de 30-60% possuem este problema ginecológico, que nem sempre apresenta sintomas ou qualquer tipo de desconforto.

O mioma é um tumor, também chamado de fibroma ou leiomioma, benigno na grande maioria dos casos (são raros os casos de malignidade), e que possui localizações variadas, sintomas variados, causas nem sempre compreendidas, e muitas vezes detectáveis somente através de exames mais complexos.

É um tumor que chamamos hormônio dependente, e por isso, diminui com a menopausa (época de diminuição dos hormônios), atingindo seu pico de crescimento na fase reprodutiva, ou seja, entre os 30-45 anos.

Nem todas as mulheres têm sintomas relacionados ao mioma, e muitas, acabam descobrindo ao acaso ou durante uma consulta ou exame de rotina ginecológico.

Não há motivo para uma grande preocupação quando se tem um mioma. Como já falamos, são raros os casos de evolução maligna, muitas mulheres não possuem sintoma algum, eles diminuem com o tempo e existem hoje, vários tipos de tratamento disponíveis.

Em algumas mulheres, dependendo da localização e do tipo de mioma, podem levar à infertilidade, porém, incidem em apenas 5% dos casos.

As causas do mioma ainda não foram definidas, mas sabe-se que a predisposição genética, a raça negra, as alterações de crescimento podem levar ao problema. Porém, a maior parte não terá a menor ideia do por que o mioma apareceu em sua vida.
Os sintomas de parte das mulheres que tem mioma podem incluir:

• Dor pélvica e na relação sexual;
• Incontinência urinária;
• Sangramento menstrual abundante;
• Pressão na região abdominal;
• Prisão de ventre;
• Aumento do volume abdominal;
• Infertilidade ou dificuldade de engravidar.

Os tratamentos, em sua maior parte, incluem medicamentos específicos, porém, em alguns casos é indicada a cirurgia, e a conduta dependerá da intensidade e gravidade dos sintomas, idade da paciente, localização e características do mioma.
Atualmente, vários e grandes centros médicos tornaram-se referências e possuem protocolos internacionais para o tratamento do mioma.

Vale ressaltar também que, em muitos casos, utiliza-se a conduta expectante; isso é, o quadro clínico da paciente é observado e acompanhado pelo seu ginecologista sem que haja necessariamente qualquer tipo de intervenção.

Não há necessidade para o pânico ou ansiedade no diagnóstico de um mioma. Muitas mulheres desenvolvem o problema, e permanecem com ele sem qualquer outro tipo de alteração ou piora, pois a maior parte dos miomas se tornará benigno para sempre, e serão assintomáticos.

Vale mesmo é a consulta regular ao seu ginecologista, que é quem irá lhe acompanhar, e decidir a melhor conduta adequada para seu caso. Além disso, ele também pedirá, frequentemente, os exames relacionados ao diagnóstico e prevenção do câncer de mama e colo de útero, estes sim, que requerem uma maior precaução e cuidados.

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