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Alguém já passou pela seguinte situação:

Está dando banho em seu filho ou trocando-o e de repente sente uma “bolinha” como se fosse uma saliência na região do umbigo, virilha ou nos meninos no “saquinho” (bolsa escrotal)?

Pois é, estamos falando das hérnias que tanto afligem as mães e pais.

Primeiro vamos falar da hérnia umbilical e para isso devemos saber que os intestinos se formam do lado de fora do corpo da criança até o fim do primeiro trimestre da gestação, quando voltam para dentro do abdome e a parede muscular se fecha, deixando um pequeno “buraquinho” para a passagem do cordão umbilical.

Em alguns bebês, a parede muscular não se fecha corretamente, logo uma abertura maior permanece por ali, fazendo com que, por exemplo, uma alça intestinal saia por esta abertura.

Esse tipo de hérnia não causa dor e não é prejudicial ao bebê se a mesma se encontrar com a saliência mole.
Em parte das crianças, ela tende a desaparecer sozinha até os três anos de idade. Caso não desapareça, provavelmente após avaliação de um cirurgião pediátrico, a indicação será a reparação cirúrgica, sendo considerada uma cirurgia muito simples.

Falando um pouco da hérnia inguinal. Durante a gestação os testículos dos meninos são formados dentro da “barriga” (abdome) deles, e começam a descer para o “saquinho” (bolsa escrotal) entre o 7° e 8° mês de gravidez, por um “canal” na virilha. Esse canal deve cicatrizar e desaparecer até o bebê nascer.

Caso esse “canal” não se feche, uma alça intestinal pode passar por esse “túnel” e ficar no testículo e o risco maior é de estrangulamento dessa parte do intestino, bloqueando assim o fluxo de sangue na região e causando a morte do tecido (necrose).

No caso das meninas a hérnia inguinal é mais rara, mas pode ocorrer também, pois uma parte das trompas, podem ficar mais salientes ou ainda no desenvolvimento da genitália da menina, a parte da vulva acaba aumentando mais de um lado do que do outro (mais raro).

Cerca de um a cada vinte bebês nascem com hérnia inguinal e até 30% dos prematuros também.
As hérnias são mais fáceis de serem visualizadas quando as crianças fazem esforços do tipo chorar, gritar, evacuar, espirrar, etc.

Causam desconforto principalmente na prática de esportes, mas não doem.

Fiquem atentas (os) se, de uma hora para outra, seu filho começar a sentir dor forte no local da hérnia, vomitar, ter febre, dificuldade para evacuar, um inchaço maior do que o normal na região da “bolinha” (da hérnia), aumento dos testículos ou vermelhidão no local. São sinais de estrangulamento da hérnia. É uma situação de emergência, logo leve a criança direto para um pronto socorro.

O tratamento para hérnias inguinais é cirúrgico reparador, também realizado por um cirurgião pediátrico.
A recuperação é tranquila, devendo só ficar sem fazer atividade física por 2 a 3 semanas (jogar bola, andar de skate, bicicleta e outros). Devem ser seguidas todas as orientações médicas para uma boa recuperação.

Não precisa desespero! Apenas com um bom diagnóstico médico e tratamento, a criança levará uma vida normal.

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