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O cansaço é uma das principais queixas das pessoas, em especial nos dias atuais. Excesso de trabalho, responsabilidades, afazeres, noites mal dormidas e preocupações. Em muitos casos são estes os motivos atribuídos por grande parte dos médicos. E, muitas vezes, eles estão certos. Estes fatores podem sim levar a um estado de cansaço, exaustão e falta de ânimo para se realizar atividades básicas e simples do dia a dia.

Entretanto, é preciso também diferenciar estes sintomas de um outro problema existente: a síndrome da fadiga crônica, que infelizmente, não tem um diagnóstico que possa ser verificado laboratorialmente.

A pessoa portadora da chamada Síndrome da Fadiga Crônica tem pelo menos quatro dos sintomas elencados abaixo, classificados pelo International Chronic Fatique Syndrome Study Group:

• Gânglios inflamados e dolorosos;
• Dor de garganta;
• Dores musculares;
• Dores em múltiplas articulações, sem sinais inflamatórios (vermelhidão e inchaço);
• Dor de cabeça com características diferentes das anteriores;
• Comprometimento da memória recente ou da concentração;
• Sono persistente;
• Fraqueza intensa que persiste por mais de 24 horas depois da atividade física.

Outros fatores também podem estar associados com a fadiga, como fatores genéticos, hereditários, estresse, idade, anemia, virose, pressão baixa, glicemia baixa e diversos tipos de doença, como as que são originadas por causas endócrinas, autoimunes, cardíacas, pulmonares, musculares, neurológicas ou relacionadas ao sono, uso de drogas ou álcool e ainda depressão e infecções.

É comum as pessoas que sentem fadiga terem cansaço excessivo, dificuldade de concentração e de realizarem atividades que antes conseguiam fazer.

A melhora destes sintomas tão desagradáveis pode vir em até seis meses, e ainda, não se tem um tratamento objetivo e direcionado ao problema, e isso se deve à complexidade do diagnóstico. Nos casos associados a uma enfermidade física, o tratamento envolve a causa do problema, e que, inevitavelmente, interfira e melhore o quadro da fadiga.

Mudanças no estilo de vida, a adoção de hábitos mais saudáveis, exercícios e o monitoramento dos fatores emocionais associados são essenciais e podem ajudar muito na melhora do quadro.

O fato é que a fadiga, muitas vezes associada a um problema típico da vida moderna e caso não seja relacionado a uma enfermidade física, é ainda uma grande interrogação para a equipe de saúde, e um problema muito desagradável a ser enfrentado por aqueles que o possuem.

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