foto-enurese-nantu-consultoriaMuitas são as mamães, principalmente, mas também alguns papais que ficam preocupados com os famosos “xixis” na cama durante a noite em uma idade da criança que acreditam que não deva mais acontecer tal fato.

Estamos falando da enurese noturna infantil, que é quando ocorre a perda de urina de forma involuntária durante o sono noturno, mas a criança já deveria ter o controle desenvolvido sobre seu “xixi”.

Após os cinco anos de idade, esse problema já passa a ser considerado enurese noturna, ou seja, a criança não consegue segurar o “xixi” enquanto dorme.

Costumamos dizer que o incômodo é familiar, pois o estresse é geral na casa.

Os pais começam a lidar com o assunto de forma calma e acabam estourando, o que de nada resolverá e a criança se sente extremamente incomodada ao acordar sempre molhada, com lençol, colchão e pijama encharcados.

É uma doença que afeta a autoestima da criança e precisa ser tratada. Atenção!

Há uma predisposição hereditária na enurese noturna, ou seja, se os pais apresentaram o mesmo problema quando criança, a chance do filho vir a tê-la é bem maior, aproximadamente 50% e, se ambos os pais o sofreram, é de 75%.

As causas são as mais diversas, por esse motivo a criança deve ser avaliada por um médico que saberá indicar quais os procedimentos a ser seguidos. Deverão ser descartadas todas as causas físicas, como: alterações hormonais, anatômicas, neurológicas, musculares, problemas de bexiga e infecções, para daí então buscar causas psicológicas.

Seguem algumas dicas que podem ajudar no problema:
1) Controlar a quantidade de líquido que a criança ingere antes de dormir, ou seja, pouca água, pois produzimos um hormônio antidiurético em uma glândula do nosso cérebro, que atua nos rins diminuindo a produção de urina durante a noite. Algumas crianças sofrem com a deficiência desse hormônio.

2) Reforço positivo, ou seja, toda vez que a criança levantar e ver que não fez “xixi” na cama, os pais podem, por exemplo, adotar um caderninho no qual vão colocando carimbos, estrelinhas, etc., para que ela se sinta feliz e melhore sua autoestima. Nada de exageros, grandes presentes!

3) Não brigue ou castigue a criança, pois é uma doença que precisa ser tratada. Ninguém fica molhada de “xixi” porque quer.

4) Algumas crianças que não mais faziam “xixi” na cama voltam a fazer devido a algum acontecimento na família ou mesmo da vida pessoal delas. Fique atento, pode ser mudança de escola, nascimento de irmãozinho, etc.

O quanto mais cedo a doença for diagnosticada e tratada, menor será o impacto na vida da criança e maior será a harmonia familiar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

seis − 3 =