post-nantu-consultoriaMuito se ouve falar a respeito da transfusão e da doação de sangue. Vamos começar falando da transfusão: é um procedimento recomendado e prescrito pela equipe médica e que pode salvar muitas vidas.

Há alguns anos, existia um grande temor pelo procedimento devido aos riscos envolvidos e que poderiam acarretar vários problemas na vida de uma pessoa, prejudicá-la e até levá-la à morte. Entretanto, atualmente, com o avanço das técnicas, a criação de protocolos hospitalares e de exames de triagem, além dos cuidados recomendados no momento da doação e da transfusão, as chances de ocorrer uma complicação são mínimas.

O procedimento de transfusão de sangue não é isento de riscos e se inicia antes de sua administração, com uma indicação adequada pela equipe médica, e deve sempre resultar em benefícios que supere os riscos para o paciente. Todo paciente submetido a uma transfusão de sangue pode apresentar um efeito adverso (contrário) a esse procedimento, que pode ocorrer nas primeiras 24 horas ou variar de um dia até anos, após o procedimento.

Segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância em Saúde), os incidentes mais comuns que podem ocorrer durante a transfusão e, em algumas vezes imprevisíveis, são as reações febris, alérgicas, contaminação bacteriana, além da transmissão de doenças infecciosas, como hepatite, sífilis, malária, dentre outras.

A administração de hemocomponentes (componentes do sangue) realizada por equipe treinada com base nos protocolos institucionais resulta em um tratamento seguro e eficaz.

O paciente também deve ser envolvido na decisão da transfusão de sangue, portanto é de responsabilidade do médico informar ao paciente os benefícios, riscos e alternativas à transfusão de sangue, com uma linguagem acessível.

Um consentimento formal escrito para a transfusão de sangue deve ser assinado, segundo a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 153, de junho de 2004. Este consentimento escrito deve descrever com uma linguagem simples todos os riscos que o paciente será submetido, acompanhado de uma explicação verbal do médico e ser, ao final, assinado pelo paciente.

Um outro problema que, hoje, envolve a transfusão é a falta de sangue nas instituições. O mesmo é relacionado diretamente à insuficiência de doadores. Esta é uma outra situação que também envolve muitos mitos e desconhecimentos por parte da população e que leva ao enorme déficit de sangue nos hospitais.

Segundo a Fundação Pró-Sangue, alguns pré-requisitos básicos são necessários para a doação de sangue e são muito simples:

– Estar em boas condições de saúde;
– Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos;
– Pesar no mínimo 50 kg;
– Estar descansado (ter dormido ao menos 06 horas, nas últimas 24 horas);
– Estar alimentado, evitando alimentação gordurosa nas 04 horas que antecedem a doação;
– Apresentar documento oficial;

São impedimentos temporários:

– Estar resfriado;
– Estar grávida;
– Estar entre 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana;
– Estar amamentando (se o parto ocorreu há menos de 12 meses);
– Ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
– Ter feito tatuagem nos últimos doze meses;
– Ter sido exposto à situações nas quais há um maior risco de se adquirir doenças transmissíveis;
– Quem esteve nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins precisa aguardar 12 meses para realizar a doação devido ao alto risco de malária nestes locais.

São impedimentos definitivos:

– Ter contraído hepatite após os 11 anos de idade;
– Ser portador de hepatite, AIDS ou doença de chagas;
– Usar drogas ilícitas;
– Ter malária;

Outros impedimentos são descritos no link “Quem não pode doar”, da Fundação Pró-Sangue.

E por fim, vale lembrar: doar sangue pode salvar vidas e é um grande gesto de amor! Seja um doador(a) você também!

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