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A gravidez é um período de grande felicidade, não importa o tamanho da barriga e nem se a mulher ganhou alguns quilos além da conta, afinal ela é o centro das atenções e está “carregando” em seu ventre um novo ser, um bebê que lhe fará mãe para sempre.

Após o nascimento do bebê, várias são as felicidades e ganhos, porém trazemos, hoje, um uma situação que atormenta muito a cabeça de várias mulheres que já viraram mamães, a Diástase.

Após a gravidez, a musculatura abdominal se rompe, ou seja, a parede dos músculos do abdômen se divide ao meio, na vertical, partindo do umbigo. Pode causar dores nas costas e nas pernas, sem contar a flacidez da “barriga” que muito mexe com a auto-estima da mulher.

Existem alguns fatores que predispõem uma mulher grávida para uma diástase maior ou menor. São eles: gestações múltiplas, obesidade, um bebê grande e excesso de líquido amniótico. Os sintomas mais comuns são dores na zona lombar (costas), nádegas, coxas e uma protuberância no meio do abdômen quando se senta ou está de pé.

Para identificar se a mulher tem diástase no pós-parto é muito simples. Deitada no chão, flexionar o tronco levemente a 45 graus. Nessa posição, poderá ser sentido um pequeno “buraco” no meio do abdômen, separando os dois lados da musculatura da barriga. Verificar quantos dedos cabem nesse vão e assim saberá a gravidade ou não do quadro. Não faça essa manobra antes de completar seis meses do nascimento do bebê, pois o organismo precisa de um tempo para voltar para o lugar.

Um ou dois dedos é absolutamente normal, fazendo exercícios físicos específicos a musculatura voltará ao normal. Três a quatro dedos a atenção deve ser especial. Há casos que com tratamentos que combinam exercícios direcionados e procedimentos estéticos específicos, os resultados são satisfatórios.

Mais do que cinco dedos de afastamento muscular, é necessária a cirurgia para reparação do tecido muscular, a abdominoplastia com reconstrução da musculatura abdominal.

O exercício físico deve ser de baixa intensidade, diferente do que muitas mulheres pensam. A finalidade é fortalecer os músculos retos-abdominais, estabilizando-os e alinhando-os, para que os outros músculos possam entrar em ação.

Os exercícios abdominais convencionais devem ser evitados, principalmente os de rotação de tronco e quadril, alongamento lateral ou da cintura, pois contribuirão para o aumento da diástase.

A respiração é de suma importância durante os exercícios, para evitar um aumento da pressão intra- abdominal (dentro da barriga).

Não dá para prevenir a diástase, pois após o parto ela é inevitável, mas se no pós-parto forem realizados exercícios com profissionais capacitados, fisioterapeutas ou professores de educação física que entendam do assunto, o resultado tende a ser muito mais eficaz do que se realizado em academias comuns que não tenham esse enfoque.

É fato que o corpo da mulher se modifica após a maternidade, mas podemos contribuir desde a prevenção até o pós-parto para mantermos nossa autoestima em alta. Seguir uma alimentação balanceada, evitando excesso de ganho de peso, fazer exercício físico com liberação médica e seguir  as orientações dadas durante o pré-natal são fundamentais para uma boa gestação, parto e pós-parto.

 

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