blues puerperalO nascimento de um bebê é um momento de grande felicidade para os familiares e, em especial, para a mulher que acabou de dar à luz e para o novo papai também.

No retorno para o lar ou até após um mês do nascimento do rebento, algumas mulheres começam a apresentar uma sensação de tristeza sem motivo aparente, já que tudo transcorre na mais perfeita ordem!

Uma sensação de ansiedade e aperto no peito (angústia) também costumam aparecer e o choro fácil, irritação, inquietação e alterações no comportamento habitual da mulher que acabou de “ter bebê” são muito freqüentes.

Estamos diante da Depressão pós-parto!

É preciso ter muito cuidado para não confundir a depressão pós-parto, ainda bastante estigmatizada por alguns, com cansaço, estresse ou outros problemas, embora esses fatores também possam estar associados, e inclusive, colaborar para o diagnóstico de transtorno após o parto.

Uma manifestação mais “leve” pode acontecer também durante o pós-parto e por um período mais tardio, chamada blues puerperal, tristeza materna ou baby blues. A mulher fica mais fragilizada, emotiva, com pouca confiança em si mesma, com comportamentos alterados muitas vezes, mas em duas semanas tal situação regride sem que haja necessidade de intervenção profissional alguma.

O diagnóstico da depressão pós-parto é essencialmente clínico, e baseado na observação dos sintomas apresentados pela mulher que deu à luz. O médico avaliará a intensidade dos sintomas apresentados, o quanto eles estão interferindo nas atividades da vida diária e gerando sofrimento e também estará alerta a sinais de pensamentos negativos que possam pôr em risco a vida da própria mãe ou do bebê.

Estamos diante de um “turbilhão hormonal” associado a algumas mudanças como, por exemplo: privação do sono, preocupação com as habilidades na tarefa de ser mãe, ter menos tempo livre e as famosas alterações no corpo causadas pela gravidez que também colaboram para o quadro se agravar.

O mais importante, em ambas as situações, é não desvalorizar os sentimentos e atitudes manifestadas, mas ficar atenta, e sempre procurar a ajuda necessária.

O apoio e a compreensão dos familiares são fundamentais nesse processo e decisivos para o sucesso das condutas profissionais.

Além da conduta médica, que pode incluir o uso de medicamentos, bem como indicação para terapia, seguem algumas dicas valiosas:

– O companheiro, a família e amigos nessa hora precisarão ajudar nos cuidados com o bebê, pois o tratamento vem em primeiro lugar;
– Descansar é necessário, fique atenta.
– Propicie um tempo para sair com seu companheiro, amigos ou mesmo fazer algo de que você gosta, para isso terá que ter apoio da família e amigos.
– Nunca esconda seus sentimentos para agradar familiares, pois os profissionais da saúde que estão lhe ajudando precisam saber com precisão como está evoluindo o tratamento.
– Não faça grandes mudanças na sua vida, na tentativa de “esconder” o quadro de “tristeza” pelo qual está passando.

Caso a depressão pós-parto não seja tratada, ela pode se prolongar por meses ou anos, ora sendo mascarada, ora não, mas a longo prazo a tendência é se transformar em um quadro de depressão maior. Cuidado!

Uma boa notícia é a de que mulheres que tiveram depressão pós-parto terão menos chance de vir a ter quadro semelhante se medicadas logo após o parto de forma correta.

Nesses casos, seguir as orientações da equipe de saúde é fundamental, mas o amor, o carinho e o afeto são componentes essenciais na recuperação.

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