dengueTodos os anos é a mesma coisa: no verão, em especial no início do ano, escutamos as mesmas notícias a respeito da dengue. E a sensação que frequentemente temos é de: “até quando”???

Para discutirmos as estratégias (bem simples) de prevenção, é preciso entender o que é doença, como a mesma se dá, seus sintomas e o que fazer em caso de suspeita da doença. Para se ter uma ideia da repercussão da epidemia, foi criado até um site específico com diversas informações a respeito (www.dengue.org.br). Falaremos aqui, de maneira resumida, de algumas delas.

A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti, que teve entrada em nosso país através de navios negreiros provenientes da África. É uma doença infecciosa, transmitida por um mosquito, porém, com quatro formas distintas de apresentação: 1,2,3 e 4, ocorrendo de maneira mais insidiosa no verão ou em períodos pós chuvas, devido o acúmulo de água em diversos locais, propícios á proliferação do mosquito.

A dengue em sua forma clássica apresenta sintomas muito desconfortáveis, porém, não muito graves quanto aquelas de sua forma hemorrágica.

Os sintomas são febre alta, dor de cabeça e atrás dos olhos, dores nas costas. A pessoa refere um mal estar generalizado e muita dor no corpo, além de indisposição e incapacidade em realizar as atividades mais simples e de seu dia a dia, chegando a ficar de cama.

A forma hemorrágica da doença compreende sua forma mais grave, com apresentação de sangramento em várias partes do corpo, levando o indivíduo ao choque e morte. Ela pode ser também um tipo de agravamento da dengue clássica. Como existem quatro tipos de vírus de dengue, um mesmo tipo já apresentado por uma pessoa em uma condição, não pode se manifestar novamente.

Como o sistema de defesa de nosso organismo reage a um determinado tipo de dengue, este não volta novamente a acontecer, porém, pode ocorrer de maneira mais grave, com outro tipo de dengue da próxima vez.

Infelizmente, depois de instalada a doença, pouco se tem a fazer. Não existem medicações específicas que irão poder sanar o problema, mas alguns medicamentos que aliviam os sintomas, os chamados sintomáticos (remédios para dor de cabeça, febre, etc). É absolutamente necessário que a pessoa beba bastante água, e não se pode, em hipótese alguma, tomar medicamentos á base de AAS (ácido acetilsalicílico), por estes apresentarem substâncias que levam ao sangramento, aumentando desta forma o risco de hemorragias. As medicações então indicadas são o paracetamol e a dipirona.

A prevenção é a única forma de se erradicar a dengue. E é relativamente fácil, porém, envolve cuidado, supervisão e cidadania.

O grande “segredo” da prevenção é não deixar, em hipótese alguma, acúmulo de água em diversos locais: caixa dágua com a tampa aberta, pneus, vasos, calhas, lajes, garrafas e lixo.

Para isto, é necessária a supervisão de toda a população e a consciência cidadã, a fim de que todos nos tornemos agentes responsáveis.

Com a falta dágua em diversas regiões, a proliferação do mosquito e a instalação de uma epidemia foram o principal fator, devido ao acúmulo de água, inclusive aquela “guardada” para o uso nas casas.

A dengue tem jeito, porém, é fundamental o apoio e envolvimento de todas as pessoas. Para o nosso próprio bem e futuro.

Em caso de suspeita de dengue ou no aparecimento destes sintomas, procure imediatamente o serviço de saúde ou seu médico.

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