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Durante estes dias, uma tragédia chamou a atenção de milhares de pessoas. Três filhos de uma mesma família morreram eletrocutados em uma cidade do interior do Paraná. Nada poderia ser mais triste, e em nossas cabeças, menos provável.

As três crianças brincavam de jogar bola em uma área externa da casa de campo que a família tinha, até que, segundo uma das hipóteses da polícia que investiga o caso, a bola correu para perto de uma cerca de arame contida nas delimitações do terreno. Neste mesmo lugar, e encostado à cerca, havia um fio desencapado, e ao que se imagina, desconhecido por parte da família. O fio desencapado acabou eletrocutando a cerca, e consequentemente, a bola que encostou no local. Um dos meninos foi eletrocutado ao pegar a bola. O outro irmão, ao ver a cena, correu para socorrer o irmão e acabou na mesma situação; a irmã mais velha, ao tentar socorrer seus dois irmãos, acabou como eles. Formou-se então uma “corrente humana”, gerada pela carga de alta tensão e pelo choque. Os três irmãos faleceram ainda no local.

Uma situação que, aos olhos humanos, poderia ter sido evitada.

Destacamos aqui a importância de, em primeiro lugar, tomarmos atitudes de prevenção. A segurança em nossas casas é algo que, há algum tempo, vem chamando a atenção de pesquisadores no mundo todo, pois, é o lugar onde mais os acidentes acontecem com crianças – sim, nas nossas próprias casas.

A prevenção nas casas inclui os cuidados primeiramente, com a supervisão das crianças. Crianças devem ser vigiadas, acompanhadas, observadas. A casa deve estar preparada de acordo com a faixa etária da criança: tomadas protegidas, portas e dobradiças com protetores, redes nas janelas, travas em armários e vasos sanitários, cuidados com plantas e produtos químicos, manter a criança fora da cozinha e área de serviço e diversos outros cuidados são essenciais para a proteção de nossos pequenos.

Nesta situação específica, a prevenção sobre o conhecimento do local onde as crianças brincam, e o que fazer nas situações de urgência e emergência poderiam ter sido decisivos em seu desfecho.

Se estas crianças tivessem sido socorridas adequadamente logo após o choque, provavelmente, e do ponto de vista científico, poderiam ter sobrevivido. Se a ajuda tivesse sido chamada imediatamente, também.

Daremos aqui algumas recomendações de como agir no choque, e mais uma vez lembramos que é preciso prevenir antes de qualquer coisa; transformarmos nossa casa em um ambiente seguro aos nossos filhos, e que mesmo assim, nada dispensa a supervisão de um adulto.

E o que fazer em caso de choque elétrico?

– Desligue imediatamente a energia elétrica (todos devem ter conhecimento do local onde fica o disjuntor da casa);

– Caso não saiba a localização do disjuntor, afaste a pessoa do que está causando o choque:
1. obrigatoriamente você deverá estar com algum calçado isolante (borracha – tênis, chinelo);
2. nunca toque diretamente na pessoa – ao afastá-la, utilize algum material isolante (madeira, vassoura, jornal grosso, par de chinelos nas mãos) para não ficar “grudado” e ser eletrocutado também.

– Chame por ajuda (alguém próximo) e ligue para o SAMU – 192;

– Assim que a pessoa estiver livre da corrente elétrica, cheque a respiração e o pulso: caso não estejam presentes, inicie imediatamente a massagem cardíaca, pois a alta tensão é uma das grandes causas de parada cardiorrespiratória, e mantenha o procedimento até que a ajuda chegue.

– Caso a respiração e o pulso estejam presentes mas a pessoa esteja inconsciente, mantenha a mesma na posição lateral (deitada de lado), a fim de evitar a broncoaspiração de vômitos e secreções, e permaneça a seu lado checando frequentemente tanto a respiração como o pulso. Caso a pessoa não respire ou não tenha batimento cardíaco, mesmo que após algum tempo do choque, inicie imediatamente a massagem cardíaca.

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