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As Casas de Parto são locais destinados a prestar um atendimento humanizado e de qualidade, exclusivamente ao parto normal, e que funcionam integradas a um hospital, porém, fora dele, e de acordo com as novas recomendações do Ministério da Saúde, com no máximo 200 metros de distância deste local.

Lá são desenvolvidas atividades educativas e de humanização relacionadas à gravidez e à chegada do bebê, o acolhimento de gestantes e do seu acompanhante, a avaliação das condições de saúde maternas e fetais, e a garantia de uma assistência segura ao recém-nascido e à mulher em todo seu ciclo: pré-natal, intraparto e pós-parto. Estes locais também devem garantir a remoção segura das mulheres e de seus bebês nos casos de urgência e emergência até o hospital mais próximo.

A diminuição das intervenções que costumeiramente ocorrem no processo natural do parto e a utilização adequada da tecnologia são alguns dos conceitos norteadores das Casas de Parto, incorporando assim a filosofia da humanização na assistência prestada à mãe e seu bebê.

A gestação e o parto de baixo risco são pré-requisitos essenciais para que a mulher possa ser acompanhada em um destes locais.

Nas Casas de Parto são desenvolvidos: consultas de pré-natal, avaliação do bem-estar materno e do bebê, atividades de orientação para a gestação e parto, auxílio à amamentação, atividades de estímulo ao parto normal, acolhimento e cuidado às mulheres, além do parto em si.

As Casas de Parto surgiram no Brasil ano de 1999 e foram apoiadas pelo Ministério da Saúde através de uma legislação própria. Atualmente, fazem parte das ações desenvolvidas com a Rede Cegonha, programa governamental de assistência à saúde materna e neonatal.

No Brasil, existem, atualmente, 14 casas de parto que atendem pelo SUS em nove estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Bahia, Alagoas, Paraná, Ceará, Paraíba e Sergipe.

Os Estados Unidos possuem, hoje, cerca de duzentos e quarenta Centros de Parto, seguindo uma legislação própria onde cada estado regulamenta esses estabelecimentos de saúde, e que devem seguir programas de controle da qualidade do serviço proposto. Todo este movimento se iniciou a partir da década de 70 com o movimento para o resgate da normalidade no processo de nascimento e do protagonismo e autonomia da mulher em suas escolhas.

E, dentro de todos estes conceitos, quais são as vantagens ou benefícios que o parto normal realizado em uma casa de parto pode oferecer á mulher e seu bebê?

• Respeito pelo processo normal ou fisiológico do parto;
• Menor risco de infecção;
• Menos intervenção e procedimentos = menos complicações;
• Melhor adaptação ao aleitamento materno;
• Respeito ao ritmo de cada mulher e ao processo do nascimento; “empoderamento” da mulher;
• Participação mais efetiva da família e acompanhantes no momento do parto e do trabalho de parto;
• Melhor adaptação pós-parto, possibilitando melhores cuidados ao bebê e retorno às suas atividades básicas e cuidados com o próprio corpo;
• Possibilidade de movimentação e alimentação durante o trabalho de parto;
• Escolha da posição para o parto pela mulher;
• Liberação de hormônios que dão prazer, favorecem a amamentação e oferecem maior segurança no pós-parto.

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