candidiaseCerca de nove a cada dez mulheres já tiveram candidíase vaginal. Caracterizada pela presença de um corrimento esbranquiçado, viscoso, sem cheiro e causando ardor, vermelhidão e coceira na vagina, a doença pode também levar à dor durante a relação sexual.

A candidíase não é uma doença sexualmente transmissível, pois independente da mulher ter iniciado sua vida sexual ou ser ativa sexualmente, esta pode apresentar a doença em algum momento de sua vida, mesmo sendo virgem.

A doença é causada por um fungo, chamado de candidaalbicans, e que é comum em nosso organismo, fazendo parte da flora normal. Entretanto, algumas condições podem levar á proliferação do fungo, e aí então, causar a doença.

Dentre os fatores mais comuns que podem levar á candidíase estão:

– o uso de anticoncepcionais;
– uso de glicocorticoides;
– baixa imunidade;
– gravidez;
– estresse, desgaste físico e mental, falta de sono;
– uso de antibióticos;
– diabetes ou outras doenças que diminuem a imunidade;
– alimentação inadequada, pobre em nutrientes e rica em açúcares e carboidratos;
– utilização de duchas vaginais;
– uso de calças muito apertadas;
– uso de peças íntimas de lycra;
– relação sexual desprotegida com parceiro contaminado.

A eliminação destes fatores é fundamental para o sucesso do tratamento, que pode ser feito de maneira isolada ou em conjunto com medicamentos por via oral e via vaginal. Os parceiros sexuais também devem ser tratados a fim de se impedir uma reinfecção.

O diagnóstico médico é essencialmente clínico e baseado nas queixas da paciente, e pode também ser realizado através do exame papanicolaou.

Não muito comum, podem ocorrer também outras formas de candidíase, como a complicada e a recorrente, e o fungo também pode afetar outras partes do corpo, como boca, unhas e pele. Daí então, tanto o diagnóstico como o tratamento podem diferir da candidíase localizada na região vaginal.

Como medidas de prevenção e auxiliares no tratamento da candidíase, incluem-se a eliminação dos fatores causadores e a utilização de medicamentos, além de abstinência sexual durante o tratamento e a utilização de preservativos.

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