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Da onde apareceu o câncer no meu seio? Nasci com essas células que um dia viraram câncer ou não? Por que aconteceu comigo? O que poderia ter feito para ter evitado?

São perguntas que muitas mulheres fazem ao receber o diagnóstico do câncer de mama.

As células das mamas crescem e se dividem para formar novas células de forma contínua. Quando as células normais envelhecem ou ficam inutilizáveis, elas morrem e novas células tomam o seu lugar.

Porém, às vezes, esse processo dá errado. Novas células se formam quando o corpo não precisa delas e as células velhas ou inúteis não morrem como deveriam. O acúmulo de células extras, muitas vezes, forma uma “massa” de tecido chamado de nódulo ou tumor.

Os tumores nas mamas podem ser benignos (não câncer) ou malignos (câncer).

Os benignos, geralmente, não são prejudiciais à saúde, raramente invadem tecidos vizinhos, não se espalham para outras partes do corpo e podem ser retirados, sem que voltem a crescer novamente, na maioria das vezes.

Os malignos, o câncer, colocam a vida da mulher sob ameaça. Ele pode invadir tecidos vizinhos, bem como órgãos internos, pode se espalhar para outras partes do organismo (metástases) e muitas vezes, quando são removidos, voltam a crescer novamente.

O tipo mais comum de câncer de mama é o carcinoma ductal, que começa no revestimento dos dutos de leite. Outro tipo de câncer de mama é o carcinoma lobular, que principia nos lóbulos (glândulas mamárias) da mama. O câncer de mama considerado invasivo é aquele que se espalhou a partir de onde ele começou.

Os homens também podem ter câncer de mama, embora seja raro, mas como outubro é o mês das mulheres falaremos apenas delas.

Os principais fatores de risco para o câncer de mama a que uma mulher deve ficar atenta são:

Histórico familiar

– Dois ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama (exemplo: mãe e irmã)
– Um parente de primeiro grau e dois ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença (exemplo: irmã e prima)
– Dois parentes de primeiro grau com câncer de mama, sendo que um teve a doença antes de 45 anos
– Um parente de primeiro grau com câncer de mama bilateral (nas duas mamas)
– Um parente de primeiro grau com câncer de mama e um ou mais parentes com câncer de ovário
– Um parente de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e dois ou mais com câncer de ovário
– Três ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com câncer de mama
– Dois parentes de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e um ou mais com câncer de ovário.

Idade

As mulheres com idade entre 40 e 69 anos são as principais vítimas de câncer de mama. Isso porque a exposição ao hormônio estrógeno está no auge com a chegada dessa idade. A partir dos 50 anos, particularmente, os riscos entram em uma curva ascendente.

Menstruação Precoce

A relação entre menstruação e câncer de mama está no fato de que é no início desse período que o corpo da mulher passa a produzir quantidades maiores do hormônio estrógeno. Esse hormônio em quantidades alteradas facilita a proliferação desordenada de células mamárias, resultando em um tumor. Quanto mais intensa e duradoura é a ação do hormônio nas células mamárias, maior é a probabilidade de um tumor. Se a primeira menstruação ocorrer por volta dos 9 ou 10 anos de idade, é porque os ovários intensificaram cedo a produção do hormônio e, assim, o organismo ficará exposto ao estrógeno por mais tempo no decorrer da vida.

Observação: o mesmo é valido para a menopausa tardia.

Reposição Hormonal

Muitas mulheres procuram a reposição hormonal para diminuir os sintomas da menopausa. Mas essa reposição – principalmente de esteróides, como estrógeno e progesterona – pode aumentar as chances de câncer de mama. Como alternativa à reposição hormonal, é indicada a prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada.

Colesterol Alto

O colesterol é a gordura que serve de matéria-prima para a fabricação do estrógeno. Dessa forma, mulheres que têm altos níveis de colesterol tendem a produzir esse hormônio em maior quantidade, aumentando o risco de câncer de mama.

Ausência de Gravidez

Mulheres que nunca tiveram filhos têm mais chances de ter câncer de mama devido à ausência de amamentação. Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminui a quantidade de hormônios, como o estrógeno, em sua corrente sanguínea.

Tumor de mama anterior

Mulheres que já tiveram câncer de mama têm mais chances de apresentar outro tumor – nesse caso, o câncer de mama é chamado de câncer recidivo, ou um câncer de mama que sofreu uma recidiva (um retorno).

A maioria das mulheres não apresenta sintomas no início da doença, por esse motivo é necessário fazer anualmente ou, dependendo do grau de risco que a mulher possua para desenvolver o câncer de mama, diminuir esse tempo para seis meses ou, a critério médico, fazer o check-up que incluirá exame físico das mamas, ultrassonografia, mamografia, ressonância magnética e, quando necessário, outros exames mais específicos.

Quando uma mulher sente um nódulo ao se tocar (auto-exame das mamas), este já tem em torno de 1 cm3, o que já é considerado uma lesão grande.

A mulher deve ficar atenta a algumas alterações que podem ocorrer em suas mamas e que podem indicar que algo não vai nada bem: vermelhidão na pele ou aréola (bico do peito), alteração no formato dos mamilos e das mamas, nódulos que apareçam nas axilas, qualquer secreção que esteja saindo das mamas não é normal, pele das mamas ou mamilos enrugada como “casca de laranja” e feridas, por menores que possam ser.

Todos esses sinais devem ser verificados por um médico especialista imediatamente, mesmo que a mulher tenha acabado de fazer seu check-up.

Depois de ter sido diagnosticada com câncer de mama, a equipe médica irá discutir as opções de tratamento com a paciente. Os especialistas irão considerar todos os fatores envolvidos na doença atual da paciente e escolher o melhor tratamento. Incluirá o tipo de câncer de mama, idade e saúde geral da mulher.

O Tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal ou terapia-alvo, seja administrado isoladamente ou de forma combinada.

Sabemos que ser companheiro, amigo ou parente de uma mulher com câncer de mama pode não ser uma tarefa fácil a princípio, pois os sentimentos parecem uma “montanha-russa”, mas é fundamental que todos se unam nesse momento, buscando entendimento e compreensão da doença, para poder estar ao lado da mulher que está passando por uma batalha nada fácil.

A prevenção ainda é nossa melhor aliada. Você está em dia com seu check-up “da mulher”?

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