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O termo inglês Bullying vem sendo utilizado em todo o mundo para descrever atos repetitivos de violência física, verbal e psicológica contra terceiros. Casos como os de crianças e adolescentes humilhados ou hostilizados dentro do ambiente escolar são os mais comuns. O quanto antes forem detectados, mais fácil se torna em ajudar a “vítima” e menores serão as chances de traumas psicológicos no futuro.

O texto traz o alerta às mães e pais, para que observem possíveis mudanças de comportamento nos seus filhos quando voltam da escola, visto que o período que ficam no ambiente escolar, por vezes, é bastante longo.

Será que nossos filhos já passaram por alguma situação que envolva uma piada de mau gosto, ou alguma brincadeira mais grosseira por colegas da classe, receberam apelidos pejorativos? Já pararam para pensar nisso?

Pois é, toda atitude que for considerada agressiva, intencional e repetitiva para com uma pessoa inocente, no caso aqui uma criança, é considerada bullying. Essas atitudes devem ser banidas, principalmente das escolas.

Outra pergunta para que possamos refletir: Será que nossos filhos já praticaram algum ato desses citados acima contra algum colega? Também devemos estar atentos a isso!

O risco de quem tem atitudes grosseiras para com as outras pessoas é se tornar um adulto violento e com distúrbios mentais – muitas pessoas, assim, podem vir ser comparadas aos psicopatas.

Alguns “motivos” para práticas de bullying: estatura (muito alta ou muito baixa), timidez, cor de pele, peso (muito acima ou muito abaixo do peso), existência de alguma deficiência (gagueira, estrabismo, presença de um sinal ou cicatriz), uso de óculos, aparelho dentário, vestuário diferente dos colegas, por causa do seu nome ou sobrenome, etc.

As crianças/jovens que praticam o bullying geralmente são mais altas do que a vítima, fortes, se julgam mais bonitas. Elas são impulsivas, dominadoras, intolerantes e emocionalmente mais frias. Costumam ser crianças com baixa tolerância a frustrações e que não sabem ouvir “não”.

Uma criança que é vítima de bullying é ainda ameaçada a manter-se em silêncio para não sofrer mais “consequências”. Existem, por isso, vários sinais de alerta aos quais os pais podem e devem estar atentos:

– Medo ou recusa de ir para a escola;
– Choro frequente;
– Isolamento, geralmente em algum canto preferido da casa (sempre o mesmo);
– Sintomas físicos como enjôo, vômitos, dores de cabeça (consequência do estado de ansiedade em que a criança se encontra);
– Sintomas psicológicos como angústia, tensão, tristeza, estado depressivo;
– Baixa auto estima;
– Pesadelos e/ou insônias frequentes;
– Ataques de fúria repentinos;
– Maior violência em casa com os irmãos;
– Mudança nos hábitos alimentares;
– Aparecem com machucados inexplicados;
– Roupa rasgada/estragada sem explicação;
– Bens pessoais danificados ou “perdidos” (lancheira, mochila, casaco);
– Rendimento escolar começa a baixar de forma inexplicada.

Para quem sofre com as perseguições, o trauma psicológico pode ser grande a ponto de desenvolver severas consequências que, por vezes, podem ser irreparável. A criança, ou jovem, se torna insegura, incapaz, solitária e melancólica. Por isso, esse tipo de atitude deve ser evitado ao máximo nas escolas, e toda criança deve ter o acompanhamento de um adulto para supervisionar TODAS as atividades durante o período em que permanecerem na instituição, sempre com muito carinho e muito respeito.

O que fazer quando desconfiarmos de que nosso filho pode ser uma vítima ou um agressor?

Como sempre falo, a atenção e a prevenção são palavras chaves. Estejamos sempre de olhos abertos.
Procurar saber junto à criança o que está acontecendo e também junto à escola. E, caso seja necessário, não hesite em buscar ajuda profissional o mais rápido possível.

Bullying: Minha, Sua, Nossa Responsabilidade!

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